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DadosGov.pt

Contrato n.º 3385657 · 2017

1.1 Trabalhos de limpeza e consolidação do aparelho A limpeza geral será realizada com água sem pressão e escova de piaçaba sobre todas as paredes e superfícies de alvenaria e cantaria de granito (incluindo elementos escultóricos), procedendo-se ao refundamento das fendas/fissuras para posterior refechamento. Para a limpeza de elementos de vegetação deverá ser aplicado herbicida. O herbicida deverá ser sistémico e não deverá introduzir compostos prejudiciais na pedra (ex. ROUNDUP). Posteriormente, o biocida aplicado para desinfestação da colonização biológica liquénica deve ter capacidade para eliminação de bactérias, fungos, algas e líquenes. Sem prejuízo da realização de testes para a otimização do rendimento dos produtos de eliminação de colonização biológica recomenda-se que sejam aplicadas, no mínimo, duas demãos por pincelagem ou pulverização, afastadas de um intervalo de tempo não inferior a 1 semana entre cada aplicação. A limpeza dos restos biológicos deverá ser feita com escovas de nylon macias. A remoção da vegetação, apenas se necessário, deverá ser feita após esta estar completamente seca. A alvenaria deverá ser consolidada através da injeção das fissuras e fendas com argamassas fluidas. As argamassas para injeção deverão ser à base de cal e na sua composição não deverão entrar agregados que prejudiquem o seu poder de penetração ou qualquer outro produto ou agente que origine a expansibilidade através da libertação de hidrogénio, oxigénio ou outros gases. O material de injeção é argamassa fluida à base de cal do tipo MAPE-ANTIQUE I. Poderá ser ainda utilizada uma calda preparada com 35% de cal hidratada do tipo CL 90-S, 30% de cimento branco do tipo CEM II/B-L 32,5R (br), 35% de Metacaulino do tipo, OPTIPOZZ, 3,3% do peso de ligante de superplastificante do tipo Dynamon SR1 e uma relação água / sólidos de 0.6, desde que verificadas propriedades adequadas. A argamassa de injeção deverá apresentar as seguintes propriedades: a) Grande fluidez e facilidade de bombagem durante cerca de 30 minutos, com a injeção a processar-se sem dificuldades entre os 5ºC e os 40ºC. b) Boa capacidade de penetração em qualquer plano de fratura, em especial fissuras e fendas. c) Início de presa imediatamente após a injeção (cerca de 30 minutos após a mistura), por forma a evitar a excessiva dispersão da argamassa. d) Reduzida exsudação e retração, por forma a garantir uma elevada aderência à alvenaria e o completo preenchimento de vazios. e) Características mecânicas adequadas à alvenaria circundante. f) Apresentar boa durabilidade. 1.2 Trabalhos de protecção A proteção hidrófuga do tipo AquaShield Ultimate, ou equivalente, deverá ser aplicada de acordo com as indicações fornecidas pelo fabricante: 1) ser estável na presença de radiação solar; 2) deixar inalterada a superfície da pedra (cor, textura). Este produto deverá ser aplicado com uma demão (à trincha ou com pulverizador) nas superfícies expostas. 2. LIMPEZA E CONSERVAÇÃO DA COBERTURA Não sendo visível a existência de substanciais infiltrações a partir da cobertura em telha, urge contudo proceder a trabalhos de verificação da mesma. Serão examinados os vários sectores recobertos com telha de barro, substituindo todas as peças danificadas e/ou em risco de rotura. Nos locais onde se verifique ser indispensável a existência de elementos que complementem a cobertura em telha, nomeadamente dobras e ou superfícies com superfície irregular, será colocada tela adesiva do tipo Ondufilm; 3. LIMPEZA E CONSERVAÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS Contrariamente ao que se verifica quanto à cobertura em telha, o sistema de drenagem de águas pluviais funciona de forma deficiente, existindo bastantes zonas onde se registam sistemáticas infiltrações, especialmente nas 4 torres. Esta situação deve-se à existência de fissuras no granito, que se pretende resolver com a acção 1, e também pela inexistência de rufos e caleiras de dimensão adequada. O remate entre as superfícies em telha e as paredes em granito é deficiente, existindo locais onde a mesma é feita apenas com argamassa de cimento queimada à colher, situação que entra em rotura ao fim de alguns anos. Esta situação é sobretudo notária nas 4 torres, onde por vezes as infiltrações afetam a instalação eléctrica, sendo necessário desligar a mesma para garantir condições de segurança para trabalhadores e visitantes. Será feita uma limpeza e verificação de todas os tubos, condutas, caleiras e rufos integrantes do sistema de drenagem de águas residuais, substituindo os elementos danificados ou em desagregação. Onde se verifique não existir, serão aplicados elementos de dimensões apropriada. Todos os elementos a aplicar de novo ou em substituição serão obrigatoriamente em zinco puro, devendo ser executada de forma rigorosa a “agrafagem” entre peças do mesmo material. Os rasgamentos nas superfícies de granito deverão possuir boa profundidade, inclinação adequada para o exterior e aplicação de material hidrofugante durável. Em grandes comprimentos do mesmo material, serão aplicadas juntas de dilatação agrafadas. Junto às caleiras e tubos de queda, serão realizados trop-pleins para escoamento adicional de água, evitando qualquer infiltração. 4. SUBSTITUIÇÃO DE VÃOS EXTERIORES EM MADEIRA A planta quadrangular do Templo possui adossada a Norte um volume semicircular com 3 pisos, no interior do qual se situa o Consistório, a Galeria de Exposição e a Sacristia, entre outros espaços de apoio. Em cada um dos 2 dois pisos existem 6 vãos preenchidos com janelas de abrir em madeira e vidro simples. Sendo estas caixilharias provenientes da construção original do Templo, verifica-se que grande parte das mesmas apresenta-se em rotura estrutural, não sendo possível o seu funcionamento de abertura, nem garantindo qualquer estanquicidade. Pela sua fragilidade estrutural extrema, não será possível a sua recuperação, propondo-se a colocação de 12 novas janelas de abrir em madeira de Kambala escura e vidro duplo. O desenho das janelas será idêntico ao existente, seguindo-se práticas e detalhes construtivos tradicionais como peitoris em madeira, bites biselados e pingadeiras no mesmo formato e material. Os caixilhos serão pintados em cor branca.

Preço contratual

135 912,95 €

Valor acordado na celebração do contrato

Publicação

31/05/2017

Data de publicação no Portal BASE

Celebração

17/03/2017

Data em que o contrato foi assinado

Prazo de execução

241 dias

Duração prevista do contrato

Cronologia

  1. 28/02/2017

    Decisão de adjudicação

    Escolha da proposta vencedora

  2. 17/03/2017

    Contrato assinado

    Celebração do contrato

  3. 31/05/2017

    Publicado no Portal BASE

    Data de publicação do contrato

Quem contrata e quem é contratado

Entidade contratante

Confraria Santa Luzia

NIF 501413170

Entidade contratada

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Como foi contratado

Ajuste Direto Regime Geral

A entidade convida diretamente uma só empresa a apresentar proposta, sem concorrência.

Tipo de contrato
Empreitadas de obras públicas
Critério de adjudicaçãoComo foi escolhida a proposta vencedora.
—
Preço baseValor máximo que a entidade aceitava pagar.
149 550,00 €
Decisão de adjudicação
28/02/2017
Anúncio em Diário da República
—
Procedimento centralizado
Não
Acordo-quadro
—
Fundamentação
Artigo 19.º, alínea a) do Código dos Contratos Públicos
Fundamentação do ajuste direto
ausência de recursos próprios
Regime
Código dos Contratos Públicos (DL 18/2008)

Execução

Local de execução
Viana do Castelo
Data de fecho do contrato
—
Preço total efetivoValor efetivamente pago, comunicado no fecho do contrato.
—
Causa da extinção
—
Contrato ecológico
Não
Critérios materiais
Não
Área e CPV
Manutenção e reparação50000000-5 — Serviços de reparação e manutenção

O documento do contrato e as restantes peças não fazem parte dos dados abertos: consulte-os na ficha oficial do Portal BASE.

Fonte: IMPIC — Portal BASE, via dados.gov.pt (domínio público) · dados de 25 de outubro de 2026. «—» indica um campo não preenchido no Portal BASE.